sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ensinamentos sobre a Quaresma


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Este é o tempo favoravél para a sua conversão
Dois jovens se encontram no corredor do colégio e um comenta com o outro: - 'Rapaz, neste feriadão eu vou curtir todas, vou chegar na quarta só o pó'; e o outro acrescenta: - 'Afinal é por isso que ela se chama Quarta-feira de Cinzas!'
Será que realmente é este o sentido da Quarta-feira de Cinzas? Será que é para depois de ter “aproveitado todas” no feriadão, chegarmos ao dia depois da terça-feira, a ponto de não termos mais força? Esgotados por termos buscado a qualquer custo um prazer egoísta? Penso que nem preciso dar a resposta a essas perguntas.

A Quarta-feira de Cinzas, dia de preceito (aqui recorro ao meu amigo dicionário para traduzir o significado deste termo – aquilo que se recomenda praticar, regra ou norma), é um dia em que todo cristão católico, batizado, deve participar da solene Liturgia da Cinzas. Esta celebração marca a abertura da Quaresma, tempo privilegiado de conversão e preparação para a Páscoa do Senhor.
A liturgia da Santa Missa desse dia possui algumas particularidades próprias como: a omissão do ato penitencial, que é substituído pela imposição das cinzas; o "Glória" e o "Aleluia" não são cantados. Porém, o fator marcante e que remonta à tradição da Igreja é a bênção e a distribuição das cinzas, acompanhadas das seguintes palavras: “Convertei-vos e crede no Evangelho” ou então: “Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar”.
As cinzas, desde o Antigo Testamento, possuem um sinal de penitência. Podemos perceber esta realidade na famosa passagem de Jonas, na qual, ao percorrer Nínive, e profetizar aquilo que o Senhor faria com a cidade num prazo de quarenta dias, a cidade então se converte a Deus, proclama um grande jejum a ponto de o próprio rei se vestir de saco e sentar-se sobre as cinzas (cf. Jn 3, 4-6). Já na Antiguidade, quando as penitências deveriam ser feitas no período quaresmal e duravam vários dias, os penitentes eram admitidos à penitência pública oficial, celebrava-se no início desse tempo [Quaresma], na Quarta-feira de Cinzas, a imposição das cinzas e do cilício.

Ainda hoje o sentido de recebermos as cinzas é o mesmo, refletirmos aquilo que somos diante de Deus, reconhecer n'Ele o nosso único Senhor, perceber que necessitados de conversão, nos arrependemos de nossos pecados. Atitudes que devem percorrer um longo período.

Mas antes de falar deste período gostaria de dizer que, no mesmo colégio dos jovens acima, outras duas jovens conversam sobre a festa que uma delas vai realizar daqui a um mês e meio, seu aniversário de 15 anos.
A que vai aniversariar é questionada pela amiga:
- E como estão os preparativos para sua grande festa, já que ela está tão próxima?
A jovem quem vai fazer os quinze anos responde:
- Está uma loucura, mas os convites estão prontos, o salão e o vestido estão alugados, bem como as outras coisas da festa preparadas. Agora é só ir contando os dias para a festa chegar. Não vejo a hora!
A Quaresma (entenda a minha metáfora) é um tempo de preparação para a grande festa que o cristão celebra todos os anos. A festa da Páscoa, festa da libertação, libertação da morte e a festa da vida nova em Cristo.

Como já disse, a Quarta-feira de Cinzas é o início do tempo quaresmal, um período que se estende até a Quinta-feira Santa, antes da Missa do Senhor (também conhecida como Missa dos lava-pés ou da Instituição da Eucaristia). Quaresma, que deriva da palavra "Quadragesimae", é um período privilegiado de preparação de quarenta dias [para a Páscoa]. Na Igreja Antiga, este era o tempo no qual os catecúmenos (pessoas que se preparavam para receber o Batismo) participavam da primeira “parte da Santa Missa” (liturgia da Palavra) e se retiravam durante a liturgia Eucarística para receberem as últimas  formações a respeito da vida cristã. Os catecúmenos deveriam entregar-se a uma catequese mais intensa e aos exercícios de oração e penitência. Pouco a pouco, todos os cristãos começaram a participar também deste clima, tanto para unir-se aos catecúmenos, como para renovar em si a graça de seu próprio batismo, preparando-se para a santa Páscoa, na qual, na Santa Missa da Páscoa, faziam esta renovação.

Este tempo de preparação exige recolhimento, mas também um sentimento de alegria, uma alegria que vamos ter que conter até a grande festa. É marcado por alguns sinais:
- A Liturgia se veste de roxo – sinal de sobriedade e conversão;
- Não se canta o "Glória" e o "Aleluia" na celebração das Santas Missas – ficam guardados em nossos corações para ser entoados com grande alegria no Sábado Santo;
- O uso dos instrumentos musicais deve ser moderado, mais comedido – sinal de interioridade.

Portanto, o período quaresmal é um tempo especial de preparação, tempo em que devemos nos abrir aos irmãos na prática do amor, tempo em que devemos nos aproximar mais de Deus, tempo em que devemos jejuar mais ou nos abster de algumas coisas em sinal de despojamento.

Convido você a se preparar para esta grande festa, a maior de todas as festas cristãs buscando a conversão de maneira mais concreta, com a ajuda das práticas quaresmais: oração, penitência e esmola.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Logomarca da JMJ brasileira é lançada oficialmente

Logomarca da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro 2013
“Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil! Cidade maravilhosa, coração do meu Brasil”! Este trecho da canção “Cidade Maravilhosa”, de André Filho, que é tão conhecida pelos brasileiros, representou bem o que a logomarca da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro quis transmitir: em 2013, o Cristo Redentor com os braços abertos receberá uma multidão de jovens que estarão unidos em um só coração, em uma só fé de 23 a 28 julho de 2013.


A logo, em formato de coração, o coração do discípulo, traz na parte superior, em verde, o Pão de açúcar, um dos cartões postais do Rio de Janeiro. Na parte inferior, em azul, o litoral brasileiro. No centro, em amarelo, o Cristo Redentor.


A cruz à esquerda é uma demonstração de que o Brasil desde suas origens nunca deixou de ser a ‘Terra de Santa Cruz’ e representa ainda a cruz peregrina que percorre todas as dioceses do Brasil.
Além de referências à cidade do Rio de Janeiro, a logomarca representa Jesus que no alto da montanha se dirige aos seus discípulos, episódio narrado em Mateus 28,19: "Ide e fazeis discípulos entre todas as nações", o tema da Jornada Mundial da Juventude 2013.


Autor da logomarca


Foi um jovem de 25 anos o criador da logomarca vencedora da Jornada Mundial da Juventude do Rio. Gustavo Huguenin, que é formado em Design Gráfico, é natural do município de Cantagalo, região serrana do Rio de Janeiro e faz parte da paróquia do Santíssimo Sacramento, da diocese de Nova Friburgo.

Evento de lançamento


O evento de lançamento da logomarca oficial aconteceu nesta terça-feira, 07, às 20h, no auditório do edifício João Paulo II, no Rio de Janeiro, onde fica a sede do comitê oficial. A cerimônia reuniu mais de 100 bispos e membros da equipe organizadora da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro 2013, além de autoridades e representantes da sociedade.

“Nós estaremos ajudando o mundo a ter valores novos. Nós também estaremos fazendo um trabalho importantíssimo para a sociedade amanhã. Temos a grata alegria, mas uma grande responsabilidade também”, enfatizou o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dom Bosco tinha um jeito especial de catequizar os jovens


Num sonho profético, aos 9 anos de idade, ele anteviu sua futura missão de educador da juventude. Este sonho levou São João Bosco a entregar sua vida aos jovens. Sendo um inovador no seu tempo, um grande modificador das realidades e vendo como estavam os jovens naquele período, não parou nas dificuldades e foi sempre além.
Ao visitar as prisões e verificar a situação em que se encontravam centenas de jovens, Dom Bosco foi se tornando consciente dos males que atormentavam a sociedade naquele período. Suas pregações eram um alerta à autoridade, aos ricos e aos patrões, mas sem colocar operários contra patrões, pois sabia bem que sua missão passava pelo Cristo humilde.
Começou, então, a realizar um trabalho concreto para a solução da crise existente. Criou escolas noturnas, buscando a promoção dos jovens da época.
A primeira parceria com uma tipografia foi um ponto marcante dos trabalhos e da história de Dom Bosco, pois, desta forma, os jovens puderam desenvolver trabalhos profissionais e continuar os estudos: “Prometi a Deus que até o meu último suspiro seria para os jovens”, dizia Dom Bosco.
Entre brincadeiras, conversas e muita diversão, Dom Bosco tinha um jeito especial de catequizar os jovens e ganhar a confiança deles.
Toda essa herança foi passada para a congregação fundada, chamada “Pia Sociedade de São Francisco de Sales” (Salesianos), aprovada em 1874 pelo papa Pio IX.
A missão dos Salesianos é presente em todo o mundo, de forma particular em países onde esse amor aos mais necessitados é visível. No continente africano lutam em favor dos jovens em dificuldades. Em muitas áreas rurais, as comunidades precisam da ajuda dos missionários na proteção e na tutela das crianças, sobretudo órfãs, para enfrentar novas problemáticas na difusão da AIDS, na urbanização incontrolada e nas sangrentas guerras civis.



No Brasil, eles foram criando escolas, paróquias, oratórios, obras assistenciais e sociais, escolas de nível infantil ao universitário, rádios comunitárias, editora, centros audiovisuais, além da obra missionária junto aos povos indígenas.
Monsenhor Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova, traz em si essa raiz salesiana.
Dom Bosco, ao falecer, deixou em seu testamento:
“Quem salva a alma, salva tudo. Quem a perde, perde tudo.”
“Quem protege os pobres será largamente recompensado pelo divino tribunal.”
“Que grande recompensa teremos de todo o bem que fazemos na vida!”
“Quem faz o bem em vida, encontra bem na morte: no Paraíso, gozam-se de todos os bens eternamente”.

Esse lema acompanha a missão da Canção Nova. Monsenhor Jonas apresentou à comunidade ao qual fundara o exemplo de Dom Bosco, o seu empenho em dar a vida; mais ainda, trouxe uma frase que lhe era costumeira, que norteava a sua vida: “Dai-me Almas e ficai com o resto”.
O fundador da Canção Nova explicou que, a partir daquele momento, o que toda a Comunidade iria viver era exatamente isso: dar a vida, o tempo, dar tudo o que Deus investiu em cada um; iria, na verdade, se sacrificar pelos outros, dando a vida para que outros vivam.
O carisma salesiano é presente em muitas gerações e contribui generosamente para a missão da Igreja frente os desafios: “Essa querida juventude foi sempre terno objeto de minhas ocupações, dos meus estudos, do meu ministério sacerdotal e da nossa congregação”, disse Dom Bosco.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

É galera, vem ai a 1ª Cristoteca da paróquia Cristo Redentor.
Você vai ficar de fora dessa? é claro que não!!
A Cristoteca é uma balada católica. Espaço alternativo onde os jovens podem se encontrar para uma diversão saudável, bonita e com uma alegria verdadeira, santa e cristã. Através da arte da dança e da música, esta balada leva muitas pessoas a Deus, que é o único que preenche verdadeiramente nossa vida!
Vai ser uma noite com muita Musica, Dança, Comida etc...

Uma festa 0% Álcool e 100% JESUS

Data: 28 de Janeiro
Hora: 19hs
Local: Salão paroquial
Valor: Individual 3,00
Casadinha 5,00
Ingressos a venda na Secretaria da paroquia e na mão do pessoal da PJ e Grupo de Jovens Unidos em Cristo

sábado, 24 de dezembro de 2011

"O Novo surgiu em nosso meio"

''Natal é tempo de crer que também eu posso fazer a experiência do extraordinário amor de Deus''
"Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: 'Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus-conosco'" (Mt 1,22s).

Através desta revelação, São José tomou a livre decisão de acolher a Virgem Maria, até então sob suspeita de traição ou qualquer outra realidade que naturalmente não deixava hipótese para uma intervenção direta do Espírito Santo, ao menos que lhe fosse revelado e acreditado.

De fato foi isto que aconteceu e o plano salvífico da Santíssima Trindade pôde contar com uma "manjedoura", que precedeu aquela noite bendita em Belém. Este lugar propício para o Menino Deus ser acolhido é e será sempre um coração que ousa crer na Palavra de Deus através dos meios escolhidos pela Providência Santíssima.

Foi através de um anjo do Senhor e em sonho que o patrono da Igreja pôde acolher a Boa Nova da primeira vinda do Messias, ou seja, meios extraordinários para comunicar o acontecimento imprevisto pela mente humana, a Encarnação do Verbo Divino, no seio da Virgem Maria.

Sabemos que aos olhos humanos, a Virgem Maria era considerada uma mulher comum de Nazaré e São José um carpinteiro de Nazaré, mas aos olhos do Deus Misericordioso e Todo-Poderoso, eles foram e continuam a ser mais do que os outros constatavam pelos sentidos e uma convivência superficial. E você pode estar já se perguntando o que esta face do Natal diz de mim e para mim?

Penso que para além de percebermos o testemunho que a Sagrada Escritura nos deixa do acolhimento de tantos, inclusive os pais de Jesus Cristo, a Palavra de Deus também revela o quanto que eles puderam, cada um a seu modo, participar da história da salvação. Nisto está o desafio do Natal cristão, onde somos chamados a celebrar participando, tomando consciência pela fé de que este mistério acontecido lá na Palestina a mais de 2000 anos pode e precisa ter ressonância também na nossa existência relacional.

Numa visão superficial, Jesus surgiu na vida daquele casal para negativamente desinstalá-lo. Mas não foi assim, pois o amor de Deus quando se manifesta no nosso meio é para enriquecer os nossos relacionamentos, dando um sentido extraordinário àquilo que ficaria preso ao comum e acabaria na rotina e monotonia.

Por isso que o consumismo e o materialismo tem reduzido o Natal numa data de festa puramente social, cultural e até familiar, onde a mediação central e o acontecimento esperado são realidades tanto passageiras quanto perecíveis. A comida e os presentes são bem-vindos, verdadeiro espírito natalício, quando eles não surgem para ofuscar ou distrair-nos dos sinais, como o da estrela, que nos guiam para a Luz do Mundo, Jesus Cristo.

O Natal é tempo de crer que também eu posso fazer a experiência do extraordinário amor de Deus no cotidiano dos meus relacionamentos. É tempo propício de acolher com ousadia a vontade amorosa de Deus, deixando-se que o amor nos instale no positivo da salvação que o Menino Deus veio nos revelar plenamente. É tempo de participar ou retomar o projeto que Deus tem para cada um, para os nossos relacionamentos e familiares, plano que passa pela gratuidade nos relacionamentos e reconciliação quando as pessoas próximas ou distantes nos ofendem.

O exemplo do pai adotivo de Jesus, São José, nos ajuda a acolher a Boa Nova e nela participar livremente a partir dos meios acessíveis a nós, como a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição, Igreja, o testemunho dos santos, a vida de oração e sacramental, principalmente a Santa Missa aos domingos e dias santos. Assim o Natal será sempre e a manjedoura ficará sempre habitada por não vir para incomodar, mas para revelar um amor completo e santo que nos leva a nos conhecermo-nos e nos relacionarmo-nos com uma profundidade somente alcançada n’Ele, como garante o Concílio Vaticano II:  "Na realidade, só no mistério do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente o mistério do homem" (Gaudium et Spes,  n. 22).

A todos um Feliz Natal com o Cristo que deseja ser acolhido antes de tudo na "manjedoura" do nosso coração e a partir daí todo o ordinário cria espaço para o extraordinário que renova.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Bote Fé Salvador


A próxima Jornada já começou no dia 18 de setembro, quando foram acolhidos os sinais da JMJ, a cruz e o ícone de Nossa Senhora em nosso país no estado de São Paulo.
Assim como nas demais Dioceses do Brasil, a Arquidiocese de São Salvador da Bahia já está se preparando para JMJ 2013. A Cruz peregrina e o Ícone de Maria, chegarão na Diocese no dia 17/12/2011 permanecendo até o dia 19/12/2011.
NÃO FIQUE DE FORA DESTA PROGRAMAÇÃO! 

7/12: ACOLHIDA DA CRUZ E ÍCONE DE NOSSA SENHORA NA ILHA e RECÔNCAVO
  • 11h – Chegada na entrada de Salinas – Carreata pela região
  • 15h – Celebração Eucarística em Itaparica presidida pelo Bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador, Dom Gilson Andrade da Silva
  • 20h – Acolhida da Cruz e Ícone de Nossa Senhora em Cruz das Almas com Celebração Eucarística presidida por D. Gilson Andrade da Silva


18/12: ACOLHIDA DA CRUZ E ÍCONE DE NOSSA SENHORA EM SALVADOR
  • 05h30 – BR 324(km 613), entrada de Valéria, com Alvorada e Carreata para o Santuário de Ir. Dulce
  • 07h30 – Caminhada do Santuário de Irmã Dulce para o Santuário do Senhor do Bonfim
  • 09h – Celebração Eucarística no Bonfim(Praça) presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.
  • Após a Missa, a Cruz e o Ícone ficarão no Bonfim para visitação, até as 13h;
  • 15h – Recepção da Cruz e Ícone no Campo Grande, caminhada para a Praça Municipal, com a Banda Dominus, Ministério Alto Louvor e Frei Mário Sérgio
  • 17h – Praça Municipal – Show “BOTE FÉ”, com Eliana Ribeiro e  artistas locais
19/12: ACOLHIDA DA CRUZ E ÍCONE DE N. SENHORA EM REALIDADES ESPECIAIS:
  • FUNDAC (Tancredo Neves)
  • Penitenciária (Mata Escura)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ele está próximo...

Estão-se completando os dias (cf. Lc 2,6) daquele bendito e santo Nascimento que reviveremos nos mistérios da Noite Santa do Natal. Torne-se nossa vigilância mais intensa e nossa oração mais confiante.

Todos os anos somos convidados a resgatar o sentido pleno do Natal de Jesus, para vivê-lo como cristãos e cristãs, fugindo à mentalidade cada vez mais paganizada de nossa época. Não nos deixemos infectar ou contaminar pelo vírus do consumismo e do materialismo. Infelizmente, antes mesmo de iniciarmos o tempo litúrgico do Advento, enfeites natalinos e a voracidade consumista invadem nossas ruas, lojas e até nossos corações. Com isso, o Natal cristão vai-se transformando em simples recordação do nascimento de nosso Salvador.

Não obstante a mentalidade semipaganizada do Natal, a festa da Criança de Belém é um dom de luz que rasga e rompe as trevas da humanidade, prisioneira do pecado, incapaz de amar. O Natal do Senhor abre-nos a uma incontida alegria, de que ninguém sai ileso. A liturgia cristã é significado de festa,  porque “Deus está conosco”. Onde há vida, há alegria. A alegria causada pela vinda do Salvador é portadora de paz e de esperança.

Diante do presépio, ficamos tomados de ternura e exultação a contemplar enlevados o mistério de vida que encerra o amor infinito de Jesus Salvador. Por isso, vamos às pressas a Belém para ver o recém-nascido deitado na manjedoura (cf. Lc 2,15-16). Não fiquemos trancados em casa, prisioneiros de nossas trevas e negativismos. Vamos! Guiados pela Estrela, vamos com o coração alegre e feliz! Lá há uma Luz resplandecente que nos faz transcender o que vemos com os olhos da carne. Sim, os olhos da mente abrem os caminhos do coração, que permitem apreender e acolher a Verdade que nos liberta de todo mal. A Luz de Belém empenhar-nos-á em viver na liberdade e na dignidade de filhos e filhas de Deus. Fará com que abandonemos a noite do pecado, abrindo-nos para a graça da Vida nova, iluminados pela “Luz verdadeira, que vindo ao mundo, a todos ilumina” (Jo 1,9). A alegria completa nasce da Luz que resplandece num coração transparente, que não teme a escuridão da falsidade. Não se trata de uma alegria frenética causada pela droga, pelos paraísos artificiais e enganosos, pela embriaguez momentânea... Trata-se da embriaguez do Espírito que regenera e renova, trazendo paz e serenidade ao coração humano.

Estamos bem próximos da chegada do Deus Menino. Ninguém falte ao encontro marcado com Ele. A incomensurável distância percorrida por Deus para chegar até nós é razão suficiente para corrermos ao Seu encontro e sentirmos “que coisa é o ser humano, para dele te lembrares e o visitares” (Sl 8,5).

Na proximidade do Natal, não há motivo para angústias e temores. Fazendo espaço para Jesus nascer, o Natal será ocasião única para um encontro vivo, amigo e pessoal com Ele. Acolhamos Jesus Cristo, “concebido por obra do Espírito Santo, nascido da Virgem Maria”. Acolher o Filho de Maria significa mostrá-Lo vivo, transparente em nós, visibilizando em nosso jeito de ser a Sua amabilidade, a Sua ternura, a Sua bondade e o Seu amor.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Video Caminhada de Cristo Rei

Mulheres refletem sobre o rosto feminino na Igreja

JufemDurante as últimas semanas, jovens de diferentes dioceses do Brasil comemoraram o Dia Nacional da Juventude (DNJ) que este ano teve como tema “Juventude e Protagonismo Feminino” e como lema “Jovens mulheres tecendo relações de vida”. A comemoração e os encontros de preparação em milhares de grupos jovens serviu para refletir sobre o papel da mulher na Igreja e na sociedade de hoje e como essa questão é vivida em cada realidade.


Segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil passou a ter quase 4 milhões de mulheres a mais do que homens em dez anos. São 96 homens para cada 100 mulheres. Apesar de vários avanços nos últimos anos, como a Lei Maria da Penha, ainda há desigualdades entre homens e mulheres, por exemplo, com relação à questão salarial. O salário mensal médio recebido pelas mulheres foi 20% menor que o dos homens ao longo de 2009. Enquanto os homens receberam R$ 1.682,07 (3,6 salários mínimos da época), as mulheres ganharam R$ 1.346,16 (2,9). São milhares de Marias que carregam com os seus filhos as cruzes da injustiça social, do consumismo exacerbado, do desemprego e da violência.

João Paulo II, em uma carta de preparação para a IV Conferência Mundial sobre a Mulher de 1995, afirmou que resta ainda muito a fazer para que o ser mulher e mãe não comporte discriminação. “Urge conseguir onde quer que seja a igualdade efetiva dos direitos da pessoa e, portanto, idêntica retribuição salarial por categoria de trabalho, tutela da mãe-trabalhadora, justa promoção na carreira, igualdade entre cônjuges no direito de família, o reconhecimento de tudo quanto está ligado aos direitos e aos deveres do cidadão num regime democrático.”

Mulheres na Igreja
O Jovens Conectados conversou com algumas mulheres de destaque, em especial jovens, para ver como elas veem o papel atual da mulher na vivência da fé.

altoerPara a coordenadora nacional da Pastoral da Criança, irmã Vera Lúcia Altoer, a mulher tem um papel importante na Igreja, pois ela que carrega quase todas as pastorais e movimentos, trabalhos “talvez, aos olhares do mundo, de segunda categoria”.

Nos trabalhos da Pastoral da Criança, 90% dos voluntários são mulheres. A pastoral foi uma das principais iniciativas para a redução da mortalidade infantil no Brasil e foi iniciada também por uma mulher, a pediatra e sanitarista Zilda Arns, morta no terremoto que atingiu o Haiti em janeiro de 2010. “Se os jovens, como a da Dra. Zilda, tiverem iniciativas em favor da humanidade, ou se envolverem em causa sociais que defendam a vida, estarão prestando um enorme serviço ao mundo, à sociedade e a própria Igreja”, disse irmã Vera Lúcia.

A ex-secretária nacional da Pastoral da Juventude de 2008 a 2010, Hildete Emanuelle de Souza, acredita que a participação da mulher tem crescido tanto na Igreja quanto na sociedade. “O espaço feminino na Igreja e também na sociedade sempre foi conquistado a partir de um processo de conquista e de luta, mesmo antes do tempo em que Jesus viveu entre nós”, disseHildete_5.

Para a jovem Giselle Azevedo, consagrada da comunidade Shalom e voluntária na Jornada Mundial da Juventude de Madri, a mulher tem a missão de evangelizar, acolher, consolar, rezar, cuidar e embelezar com seus dons a Igreja e a sociedade. “Me sinto co-responsável por todas as ações da Igreja”, ressaltou a jovem, escolhida para fazer a saudação final dos voluntários ao papa (que você pode conferir neste vídeo).

Espaço
Na opinião da irmã Vera Lúcia, a mulher ainda está muito ausente das instâncias de decisão da Igreja. “Já tivemos muitas conquistas, mas tenho plena consciência, de que as mudanças vem a partir do momento em que houver mais conscientização e organização,  mais abertura e diálogo”, afirmou.

Hildete Emanuelle acredita que ainda é necessário proporcionar caminhos que gerem a participação da mulher e, mais que isso, “autonomia, relações igualitárias e respeito à diversidade feminina”.

Segundo ela, ainda há muitos espaços para as mulheres conquistarem na coordenação e em espaços de poder na Igreja. “Não devemos e nem queremos ocupar o lugar dos homens, mas queremos contribuir e ajudar a fazermos propostas mais completas e mais articuladas e sabemos que é sublime a união e a colaboração entre homens e mulheres”, argumentou Hildete.

Pefil Mariano
Um reflexo dessa presença da mulher na Igreja são as novas realidades surgidas com o concílio Vaticano II. Uma delas, o Movimento dos Focolare, tem em seus estatutos a previsão de que sempre uma mulher deve estar à frente da instituição.

chiara_lubichSegundo a fundadora dos Focolare, Chiara Lubich, falecida em 2008, o perfil mariano da Igreja é que deveria ser salientado dentro do movimento, por isso foi feita a escolha em sempre ter uma mulher na coordenação das atividades desse movimento.

O perfil mariano foi um termo criado pelo teólogo suíço Hans Urs von Balthasar para falar das características constitutivas da comunidade eclesial. Ele seria um perfil para fortalecer a unidade entre outros diferentes papeis da Igreja como o dos perfis petrino, mais ligado à hierarquia; e paulino, perfil missionário. “De uma coisa estou certa: o perfil mariano vai emergir cada vez melhor na Igreja”, afirmou Chiara, em uma entrevista em que explicou o porquê dessa peculiaridade nas normas dos Focolare.

Na opinião da consagrada Inês Aparecida Peretti, reponsável dos Focolares em São Paulo, a fundadora do movimento não quis garantir o papel da mulher à frente como uma “reivindicação”, mas como fruto da “maternidade espiritual que Maria doou a Chiara, fazendo, dessa forma, com que ela contribuísse a fazer emergir na Igreja o seu perfil Mariano.”

Peregrinação dos símbolos da JMJ no Regional NE3

A peregrinação da Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e do Ícone de Nossa Senhora começou em São Paulo e neste mês acontece em Minas Gerais. Em dezembro, começa o trajeto na região Nordeste. Até 10 de janeiro de 2012, os dois símbolos máximos da JMJ passarão por todas as dioceses do Regional Nordeste 3 da CNBB, que engloba os estados da Bahia e de Sergipe, e depois seguirão para Alagoas.
No dia 18 de dezembro acontece a maior festa: o Bote Fé Salvador. Todas as outras dioceses e arquidioceses também estão preparando grandes eventos para receber os Símbolos.
A Cruz da JMJ e o Ícone de Nossa Senhora foram entregues pelo papa João Paulo II à juventude para serem levados ao mundo inteiro como sinal da presença de Jesus e de Maria junto aos jovens. Desde então, já peregrinaram por todos os continentes. Passarão por todos os estados brasileiros até julho de 2013, quando acontece a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.